Megaoperação contra pedofilia prende mais de 100 em todo o país

 

Na maior operação de combate à pedofilia já realizada no país, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça cumpriu mandados de busca e apreensão em 24 estados e no Distrito Federal na manhã desta sexta-feira. No total, 108 pessoas foram presas e foram cumpridos 157 dos 178 mandados de busca e apreensão. Participaram da operação 1,1 mil policiais. Os dados estão sendo atualizados pelo Ministério ao longo do dia.

Como não havia nenhum mandado de prisão a ser cumprido pelos agentes, todas os presos foram flagrados em delito. Pela legislação, o armazenamento no computador de conteúdo pornográfico infantil já é crime.

Muitas vezes o sujeito tem mandado de busca e apreensão contra ele, mas está praticando crime naquele momento (em que o mandado está sendo cumprido), então é preso — explicou o ministro Torquato Jardim, em entrevista coletiva na Superintendência da Polícia Federal no Rio.

trabalho que resultou na ação foi coordenado pela Diretoria de Inteligência (DINT) da Senasp, junto com agências de inteligência das secretarias estaduais de segurança pública e polícias civis dos estados brasileiros envolvidos, bem como do Distrito Federal. As investigações levaram mais de seis meses, e 151 mil arquivos foram apurados.

Os únicos dois estados onde não houve operação foram Amapá e Piauí.

— Não concluíram as investigações locais a tempo, então não puderam emitir os mandados judiciais — explicou Torquato.

Na sequência, questionado se haveria operação nesses estados, o ministro confirmou:

— Certamente.

COOPERAÇÃO INTERNACIONAL

Já os alvos da operação, batizada de “Luz da Infância”, foram identificados por meio da cooperação mútua entre a Diretoria de Inteligência da Senasp e da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Adidância da Polícia de Imigração e Alfândega em Brasília

Delegacias especializadas de repressão aos crimes contra crianças e adolescentes e delegacias de repressão aos crimes cibernéticos também participaram dos trabalhos. Em nota, o Ministério da Justiça afirmou que o “complexo ambiente da internet e a ausência de fronteiras no mundo virtual, são elementos que propiciam terreno fértil à atuação desses criminosos”.

O nome “Luz da Infância” é referencia à atuaçao desses criminosos “nas sombras e guetos da rede mundial de computadores”. A operação busca dar a “crianças e adolescentes vítimas de abuso e violência sexual, o resgate da dignidade, bem como, tirar esses criminosos da escuridão, para que sejam julgados à luz da Justiça.” (O Globo)

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